Radiante, o grande Sol pulsava iluminando e aquecendo a imensa escuridão. Enquanto isso, o fazendeiro limpava o suor do rosto e olhava ao longe para os diversos animais que pastavam na campina.
Era apenas mais um dia, como todos os outros dias.
Para um, a preocupação era se as reses estariam prontas para o abate nas próximas semanas. Para outro, explosões atômicas que consumiriam diversos planetas, pipocavam aqui e ali e de maneira ocasional enquanto seus raios percorriam o espaço e tocavam asteroides, cometas, luas e mundos distantes.
Ou seja, era apenas mais um dia, daqueles cheios de perspectivas.
Ele, não tinha olhos, mas via o infinito através da radiação. Não tinha braços e pernas, mas sentia o universo de maneiras impensáveis, com uma riqueza de detalhes que só as estrelas de sua grandeza conseguiriam.
O outro tentava ignorar o suor que escorria pelo rosto queimado mas, às vezes, suas mãos calejadas se lembravam de limpar o excesso de água e pó que se acumulava em suas sobrancelhas enquanto, com dois passos rápidos, percorria o brete e saltava uma cerca indo em direção aos animais.